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Boletim Eletrônico - SAESP

As 6 perguntas que você deve fazer antes de investir em qualquer coisa

Com tantas opções e informações, fica difícil escolher qual é o investimento mais adequado ao seu perfil e que esteja de acordo com os seus objetivos financeiros.

Como você separa os bons investimentos dos ruins? E como você decide quais são os corretos para os seus objetivos específicos? O planejador financeiro Matt Becker, quer facilitar suas escolhas.

"Não há uma forma específica de prever quais serão as melhores opções para você, mas algumas perguntas podem ajudar você a tomar decisões mais sábias, descobrindo o que pode ser investido e o que você deve evitar", escreve ele para o site "Business Insider".

Confira as seis perguntas que ajudam você a fazer uma escolha mais sábia de seus investimentos, segundo Becker.

1- Eu entendo como o investimento funciona?

Por mais que uma opção de investimento soe muito atrativa e boa, nunca invista em algo que você não conheça. Se você buscou uma ajuda especializada e mesmo assim não conseguiu sanar suas dúvidas, a pessoa explicando pode não ser a ideal ou então, há algo sobre aquele investimento que ela está tentando esconder.

Aprender como se comporta suas aplicações é muito importante para que você tenha o controle de seus investimentos no sentido de entender como e porque está aplicando determinada quantia, assim como, o que cada ativo está fazendo por você.

 

Além disso, permite que você mantenha o seu plano de investimento tanto nas altas como nas quedas do mercado, por mais difícil que seja.

2 - Como ele se encaixa nos meus planos financeiros?

Investir não é escolher um leque de aplicações que, isoladas, gerem lucro, mas é fazer a escolha correta de investimentos que além de trabalharem bem juntos, possam ajudar você a alcançar seus objetivos.

Para isso, é preciso analisar como uma aplicação age em conjunto para um bem comum e não como ela funciona sozinha, seja em questões de liquidez, rentabilidade e capital.

"Eu, por exemplo, tenho dois investimentos que sei que produzirão baixos dividendos no longo prazo, porém, eles se encaixam no meu plano geral porque me permitem um equilíbrio", conta o planejador financeiro.

3- Eu pretendo manter esse investimento para o longo prazo?

Como diz Warren Buffett, "Se você não está disposto a manter a ação por dez anos, nem pense em tê-la por dez minutos". Em outras palavras, nós estamos expostos a diversas opções de investimentos, assim como, a diversas opiniões a respeito das melhores escolhas.

Sempre haverá posicionamentos distintos a respeito da compra e venda de ações, das companhias mais atrativas e das melhores estratégias a serem utilizadas para gerar maior rentabilidade e menor risco.

Porém, é preciso ter em mente que é impossível prever o mercado. Por isso, buscar por aplicações que possam render no curto prazo é muito arriscado e pode gerar grandes perdas. Opte por aqueles investimentos mais sólidos e que proporcionem uma vantagem maior no futuro.

4- Qual é o histórico da aplicação?

Normalmente na hora de investir, você observa dois indicadores: as projeções (a expectativa de como que o investimento pode se comportar no futuro) e os históricos (performances anteriores).

Apesar de serem importantes, devem servir somente como um parâmetro e não como uma verdade absoluta. Isso acontece, pois as projeções, por exemplo, não são certeiras, já que ninguém consegue prever exatamente o futuro.

Além disso, é muito fácil algum vendedor realizar projeções otimistas para agilizar a venda. Olhar para o passado, porém, também pode ser perigoso, pois algo que já aconteceu não necessariamente se repetirá no futuro.

5- Qual é o potencial de desvalorização?

Se o desempenho das suas ações não for como o planejado, qual o pior que pode acontecer? Se você investir nas ações de uma única companhia, por exemplo, a empresa pode quebrar e levar todo o seu dinheiro junto.

Porém, se você investir em um fundo de índice que divide o seu dinheiro pelo país, as chances de você perder todo o seu dinheiro é praticamente impossível.

O mesmo acontece, por exemplo, se você investir a sua vida inteira em um seguro de vida e por algum motivo, não ter mais condições de continuar suas contribuições; você pode perder a oportunidade de resgate do dinheiro.

Por outro lado, se você montar uma previdência, há a possibilidade de parar com as aplicações e mesmo assim, ver o dinheiro render e ainda, poder resgatá-lo no futuro.

6- Quão difícil é para sair deste investimento?

Não importa o quanto de pesquisa ou planejamento você fizer, sempre haverá alguns investimentos dos quais você vai se arrepender, e isso é comum, até porque, como comentamos anteriormente, prever o mercado é impossível.

Com alguns investimentos, corrigir o erro pode consistir em clicar em alguns botões para vender e permitir que você aplique em outros ativos. Em aplicações distintas, porém, a prática pede outros requisitos, como o pagamento de taxas, juros ou então, a impossibilidade de vender o ativo por determinado período.

Quanto mais fácil for para sair de um investimento, menor será o risco ao qual você está se expondo.