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Boletim Eletrônico - SAESP

O termo vem do latim e significa: "A carreira, o rumo ou itinerário da vida".
 
O currículo é um instrumento importante no seu processo de recolocação. Ele pode se constituir na chave da porta de entrada para uma entrevista. Ele deverá chamar a atenção do empregador em potencial e fazê-lo interessado no candidato. Portanto, siga as instruções a seguir:

 

  •     Não conte história no currículo.
  •     O seu CV deve ser limpo, claro, objetivo, de excelente formato e agradável apresentação. Ele não deve exceder mais do que duas (2) páginas.
  •     Relate e informe apenas dados e aspectos relevantes de sua vida profissional. Não adianta "enfeitar o pavão" ou carregar o bolo de chantilly, se a massa na for saborosa. Coloque o essencial e os fatos reais.
  •     Não se deve colocar referências, nem pretensão salarial, data e assinatura. As referências ficam em folhas à parte e são fornecidas apenas quando solicitadas. A sua assinatura deverá constar apenas na carta que geralmente acompanha o currículo.
  •     O texto pode ser escrito tanto na primeira pessoa do singular (eu fiz, eu cursei, etc.), como na terceira pessoa do singular (fez, cursou etc.) A terceira pessoa é a mais aceita, mas também deve refletir o estilo pessoal do profissional. Portanto, escolha aquele com a qual se sinta mais a vontade (mas nunca use a primeira pessoa do plural – nós fizemos, nós cursamos etc.).

 ELABORAÇÃO DO CURRICULO

Organizado, Objetivo e Curto 
 
É assim que deve ser o seu currículo, esta arma que pode abrir ou fechar portas.
 
Poucas coisas são tão certas na vida do profissional quanto à necessidade de fazer currículo profissional.
 
Todo mundo já fez isso um dia, está preparando no momento ou vai fazer um no futuro.
 
Hoje em dia, mesmo profissionais bem colocados e que não estão à procura de nenhum emprego têm de investir tempo e neurônios nessa tarefa: é convicção básica, entre especialistas em relações de empregos, que todo profissional deve manter seu currículo atualizado, revendo-o ao menos uma vez por ano;
 
Em primeiro lugar porque ninguém está completamente seguro em posição nenhuma no mercado de trabalho atual. Em segundo, porque fazer com regularidade o currículo é sempre uma boa oportunidade de avaliar os próprios objetivos e realizações.
 
Mais do que nunca, atualmente, o currículo deixou de ser um mero documento formal e passou a preencher a função principal fonte de informações que as empresas utilizam para julgar os candidatos a um cargo.
 
O currículo se tornou um instrumento vital na carreira profissional. Ele chega mesmo a substituir a necessidade de sua presença física na fase inicial do processo de seleção de candidatos. Nos últimos cinco anos, 70% das contratações em nível gerencial – e até diretoria – têm sido feitas através de indicações pessoais acompanhadas de um currículo sintético. É uma espécie de network de indicações que foi sendo criado por profissionais das mais diversas áreas e que só funciona com o suporte de um currículo. É essencial, assim, que seja bem feito.
 
Revelador de Habilidades
 
Por mais simples que possa parecer à tarefa de resumir qualificações, é surpreendente o número de profissionais que não sabem fazer currículo minimamente aceitável ou que não dão a ele a devida importância.
 
É comum o profissional de Recrutamento e Seleção receberem currículos pouco claros, excessivamente longos, com muitas informações irrelevantes, incompletos e confusos.
 
O currículo é, na verdade, aquele primeiro tiro que não pode errar o alvo – é a carta de apresentação que vai vender o profissional para alguém que não o conhece.
 
Sendo malfeito vai acabar, com absoluta certeza, na lata do lixo mais próxima, por mais capacitada que seja a pessoa.
 
O currículo tem de ser capaz de despertar o interesse do empregador a ponto de determinar se vale à pena investir tempo conhecendo pessoalmente o profissional. Caso contrário fecha a primeira porta.
 
A questão que se segue é saber precisamente o que é, hoje em dia, um currículo bem feito.
 
Existem várias maneiras de fazer isso direito, embora não se possa fugir de alguns itens básicos.
 
O currículo, em primeiro lugar, deve ser claro: nada em seu texto, pode ser difícil de entender, exigir uma segunda leitura ou deixar dúvidas.
 
A pergunta "o que será que ele quis dizer com isso?" é quase sempre letal.
 
Tem de ser organizado, ou seja, precisa obedecer a uma ordem lógica qualquer na exposição dos fatos. É indispensável que seja revelador de habilidades e realizações concretas, expostas com fatos, números e datas.
 
Não pode deixar de ser objetivo, isto é, precisa fornecer informações substantivas e passíveis de verificação, não opiniões, adjetivos ou auto-avaliações.
 
Ajudará muito se o currículo revelar um espírito criativo e capaz de idéias próprias. Por fim, entre os itens essenciais: tem de ser curto. Na opinião da maioria dos profissionais do ramo, deve ter exatamente duas páginas. O que não couber em duas páginas não vale a pena ser colocado.
 
Além disso, o currículo deve ser limpo, bem apresentado, de preferência sem capa e – indispensável – sem nenhum erro de português. O cuidado dispensado ao layout traduz, de certa forma, o nível do profissional.
 
Mas também não adianta nada mostrar um currículo lindo e pobre. O modelo tradicional até continua sendo válido no que diz respeito à ordem das informações.
 
Quanto ao conteúdo, sofreu alterações que fazem uma enorme diferença. Não se pode mais escrever um currículo baseando-se nos cargos ocupados. É preciso se basear em competências e em resultados conquistados a partir delas.
 
É exatamente esse o ponto principal do currículo inteligente. Ele precisa estar alinhado com as estruturas atuais das empresas. E as estruturas atuais das empresas modernas deixaram de ser orientadas por cargos e funções para ser orientadas por processos e resultados.
 
Sendo assim, seu currículo tem de revelar a sua participação nos processos, o valor que você agregou a eles, que competências você possui e as quais resultados elas o levaram.
 
Se você quiser saber quais são as suas competências pegue lápis e papel, concentre-se e escreva todas as coisas nas quais você é bom hoje. Guarde bem essa lista, pois é nela que as empresas estão interessadas.
 
Mão na roda
 
Ao sentar para fazer o seu currículo, inverta os papéis e se coloque no lugar da pessoa que vai ler e analisar as informações contidas ali. Parta do princípio de que a leitura de um currículo não é exatamente uma tarefa prazerosa, sobretudo para alguém que faz isso por obrigação.
 
É importante que o currículo seja amigável, porque o leitor, muito provavelmente, bem ao lado uma pilha de pelo menos outros 500 para ler.
 
Todo cuidado é pouco, portanto, para não irritar o leitor. Um currículo bem feito tem de ser completo, mas não precisa obedecer a uma ordem rígida de informações. Com exceção dos dados pessoais, que sempre devem estar no alto da primeira página, os itens referentes à experiência profissional, formações acadêmicas e adicionais devem ser distribuídas de acordo com a importância que têm em cada caso.
 
Tomadas essas preocupações de ordem geral, eis o que os profissionais da área têm recomendado atualmente na hora de preencher os itens básicos:
 
Dados Pessoais
 
Resumem-se ao seu nome, endereço completo, telefone e email. É bom lembrar que, se a empresa se interessar por você, provavelmente terá pressa em encontrá-lo e vai ligar para o telefone que está no seu currículo. Dar só o número da casa, portanto é pouco. É importante que o acesso ao candidato seja fácil e rápido. Junto aos dados pessoais devem constar todos os telefones dos lugares em que ele possa ser encontrado.
 
Formação Acadêmica
 
Se você está entrando agora, ou acabou de entrar, no mercado de trabalho, sua formação acadêmica tem grande peso e merece lugar de destaque, logo abaixo dos dados pessoais.
 
O nome de sua faculdade e a relação de seus títulos, neste caso, vai contar pontos, contra ou a favor. Cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado sempre devem ser mencionados na ordem do último para o primeiro a ser concluído.
 
Já se o candidato tem uma boa bagagem profissional, principalmente adquirida em empresas conhecidas, o nome da faculdade cursada deixa de ter importância e toda a parte da formação acadêmica pode ser deixada para a segunda página.
 
Você deve entender por formação escolar apenas o que for, de fato, relevante. Não é preciso ir buscar o colégio onde se fez o primeiro e o segundo grau se a pessoa tem o curso superior. Todo mundo sabe que sem ter passado por eles não se chega a nenhuma faculdade.
 
Da mesma forma, desista de tentar impressionar o leitor do seu currículo amontoando cursinhos relâmpagos dos quais participou. Você deve a eles alguma de suas realizações?
 
Experiência Profissional
 
Para os candidatos que estão no mercado de trabalho há alguns anos, esta é a parte que vai diferenciar seus currículos de outros.
 
Coloque o nome das empresas por onde passou, na ordem da última para a primeira, o período que permaneceu em cada uma e a função exercida.
 
Sempre que se tratar de uma empresa desconhecida, é fundamental que você faça uma rápida e eficaz apresentação sobre ela: exponha seu ramo de atuação, linha de produtos e posição no mercado, seu tamanho (faturamento e número de colaboradores) e sua filiação (a que grupo ou família pertence).
 
Disfarçar lacunas
 
Além dos pontos básicos, o currículo pode ser complementado por um item que reúna dados referentes a idiomas, hobby ou atividade que traduzam parte de sua personalidade e do seu modo de ser. Vivência no exterior e qualquer coisa que dê idéia do seu nível de cultura.
 
Normalmente, coisas desse tipo são agrupadas com o nome de Informações Adicionais. Não faça referência, em lugar nenhum, sobre faixa salarial. Falar de salário no currículo ou na primeira entrevista pessoal é uma péssima política.
 
Pode-se, também, reunir habilidades, feitos, vivência e todas que componham o perfil de um profissional que seja necessário em qualquer área.
 
Ninguém se deve iludir, no entanto, pensando que as omissões passarão despercebidas. Há truques para tudo. Muitos deles são ensinados por consultorias que ajudam a recolocar pessoas.
 
É bom saber que, se houver uma seleção criteriosa, em algum momento os artifícios virão à tona.
 
De fato, todos os dados colocados no currículo são checados, seja pela empresa que vai fazer a contratação, seja pelo headhunter, antes de optar por aquele profissional.
 
As omissões e os disfarces são usados para superar barreiras e preconceitos e, muitas vezes, dão resultados
 
Não dá para condenar esse tipo de atitude porque, a pessoa que faz a primeira leitura do currículo não tem a mesma competência que a pessoa que faz a seleção.
 
Às vezes, por causa da idade dos candidatos ou por terem passado um período desempregado deixam de chegar às nossas empresas ótimos profissionais.
 
Por: Professor Edgar Kanemoto